VOCÊ É VICIADO EM COMIDA?

Adicção significa o uso constante de uma substância capaz de modificar o humor, apesar das consequências negativas, junto com uma capacidade mínima de exercer o livre arbítrio sobre este uso.

A dependência se caracteriza pelo exagero, apesar da perda da saúde, do emprego, das relações e da posição social.

Se não há consequências negativas do seu comportamento em relação a comida, não é dependência.

Se não há disparidade entre sua necessidade de controlar a ingestão de alimentos e sua capacidade de fazer isto, você não é dependente.

Definição no livro Alcoólicos Anônimos: “uma obsessão mental unida a uma compulsão física”.

Os dependentes em comida pensam constantemente em comida e não podem parar de comer depois que começam. Os pensamentos o impelem a comer e quando come ocorrem mudanças físicas que o induzem a continuar a comer, sem parar, mesmo não estando mais com fome. Um dependente em comida nunca poderá entender como uma pessoa pode cortar uma fatia de bolo e não acabar comendo o bolo inteiro. Quando o bolo acaba não sente satisfação, só desprazer e vergonha. É o mesmo que um gato transando com um gambá: ‘Não tive tudo o que queria, mas tive tudo que podia suportar”.

Como a primeira dependência adquirida na vida a comida é o principal. Muitos alcoólicos conseguem parar de beber só para enfrentarem a dependência da comida, quando se recuperam. Mais gente morre disto a cada ano do que todas as outras dependências juntas. Não há rótulos nas gôndolas de pão: “Cuidado prejudicial a saúde”.

Não existe grande estigma social em comer demais. Geralmente é uma piada: Morra comendo macarrão, matando você desde 1985, escrito na porta de um restaurante.

A dependência pela comida é herdada pela família. As mulheres tendem a abusar mais da comida do que os homens. Os homens vão mais para o álcool. Se os pais tinham a dependência transmitem para os filhos. Nem todo o dependente tem traços genéticos, mas os que tem apresentam menos mensageiros químicos no cérebro, endorfinas, e essa deficiência faz com que a pessoa esteja sempre “sentindo falta”. Certas substâncias alteradoras de humor como o açúcar, os opiatos e outras drogas causam uma sensação de euforia, intensificada nos geneticamente dependentes, acostumados a se sentirem deprimidos.

As estruturas moleculares do açúcar e do álcool são semelhantes quando decompostas pelo corpo. Os dependentes por sua sensibilidade desenvolvem uma alergia ao açúcar que detona um ciclo vicioso de desejo. Comer doces faz eles se sentir melhores, elevando a taxa de açúcar do sangue, mas quando ele cai de novo, o corpo exige mais, repetindo o ciclo.

O estresse também detona o desejo de comer açúcar.

Refeições com excesso de carboidratos também podem levar ao consumo de açúcar favorecendo a serotonina, reduz a vigilância da mente.

Por sua predominância na sociedade e sua relação com as alegrias da infância o açúcar raramente é visto como a droga que ele é na realidade.

Há pessoas que nascem com deficiência de endorfina. Quando ingerem substâncias que elevam seus níveis de endorfina eles sentem uma fantástica sensação de bem estar.

Com o uso constante de uma substância o ciclo da dependência começa. Os dependentes em comida se lembram vividamente das comidas especiais da sua infância.

A medida que o tempo passa é preciso cada vez mais comida para se atingir um nível de sensação de bem estar cada vez menor. Por fim transforma-se numa fonte de desencanto, pois nunca mais volta a ser alcançada, por mais que se ingira a substância modificadora de humor.

Não importa o que nem quanto comem, não encontram nenhum alívio. Sempre que tem que comer sempre mais para melhorar o humor você tem a dependência.

Abstinência é o estado de desconforto que a pessoa sente na ausência da substância preferida.

A abstinência do açúcar que algumas pessoas sentem quando fazem dieta produz dores de cabeça, ansiedade e irritabilidade. Fazer dieta é uma experiência muito penosa.

Os dependentes são solitários emocionais. Seus sentimentos estão presos a comida, a bebida, as drogas, ao trabalho, ao jogo ou qualquer outro comportamento compulsivo que se usa para preencher o vazio interior. Sua energia é dirigida interiormente só pela substância e exteriormente pela necessidade de que outros lhes digam como deveriam se sentir, pensar, parecer. Por dentro há um vazio onde deveria estar seu próprio espírito. Todos seus relacionamentos são distorcidos. A comida, o álcool, as drogas, estão sempre entre eles e a relação.

 

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Welodimer Neustädter

Welodimer Neustädter

Psicólogo, Sociólogo & Coach. Trabalha como terapeuta e psicólogo há 29 anos principalmente na área de dependência química. Practioner de coaching & PNL - CRERSERMAIS. Profissão Coach – Geronimo Teml. Profissão coaching & PNL- Edson Burger. Master Coach – Instituto Edson Burger. Especialização em Emagrecimento.
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