SINTA A EMOÇÃO EQUILIBRE OS SENTIMENTOS

Ter consciência de como reage e se sente diante de cada emoção é fundamental para manter o equilíbrio emocional. É comum achar que não há diferença entre emoção e sentimento. Mas, sim! Emoções e sentimentos são diferentes embora estejam intimamente ligados, pois um responde ao outro que, por sua vez, provoca e instiga ainda mais esse um.

 

 

Emoções são respostas químicas, neurais, naturais com base em nossas memórias emocionais, que surgem quando recebemos estímulo externo.
Chamamos de emoções nossas reações inconscientes; as predisposições que alteram a probabilidade de nos comportarmos de determinada maneira em dada situação devido a consequências específicas em comum. Por exemplo: um assalto, pode provocar emoções instintivas com base no que já conhecemos ou vivenciamos sobre o assunto.

Sentimentos são uma resposta às emoções; como uma pessoa se sente diante de determinada emoção. Podemos dizer que o sentimento é um tipo de juízo sobre as emoções.
Os sentimentos costumam se manifestar em sensações e alterações corporais: taquicardia, sudorese, respiração, pressão arterial e etc.

A palavra emoção tem origem no latim na palavra emovere: e – energia, movere – movimento; mover para fora. A palavra sentimento em inglês é feeling, que expressa sensação; modo como percebe e julga as coisas através dos sentidos.

Ambos estão ligados e agem em conjunto. Para compreendermos melhor, uma emoção desperta em nós um determinado sentimento que é capaz de gerar mais emoções da mesma espécie, nos fazendo assim criar nossas memórias emocionais.
Se voce se vê em uma situação de perigo real, como estar em um local de mata fechada e tendo um animal feroz correndo atrás de você, é possível que isso lhe cause medo (emoção – instintiva), e que com isso você fique assustado, amedrontado (sentimento – consciente).

 

 

As emoções nos  tornam propensos a agir de determinada forma. Uma pessoa raivosa, por exemplo, tem maior  probabilidade de reagir a uma situação de estresse, lutando, insultando, e uma menor probabilidade de se propor a auxiliar, favorecer ou ajudar.
Quando pensamos em controle emocional então, não estamos falando de domar nossas emoções, de impedir que elas aconteçam, mas sim de criar habilidade em lidar com nossos sentimentos, respondentes àquelas emoções, adaptando-os conforme a situação e expressando-os de maneira saudável para nós mesmos e para o grupo no qual estamos inseridos (família, ambiente coorporativo, sociedade).
Para isso, precisamos explorar nossa capacidade de resiliência, de lidar e adaptar-se à mudanças, de superar obstáculos.

Buscar equilíbrio implica compreender que as emoções veem, naturalmente, instintivamente, e que é necessário se permitir vivê-las, percebê-las, recebê-las de modo que, daí então, possa racionalmente gerenciar os sentimentos que virão em resposta à elas. Por vezes, é necessário um tempo, um instante, alguns minutos para que receba sua emoção, a sinta, expresse-a somente à si mesmo o que ela lhe causa no momento, e depois com um pouco mais de tranquilidade deixe os sentimentos conscientes se manifestarem com a consciência que lhes pertence, sem reações impulsivas, mas com atitudes baseadas na junção da emoção com a racionalidade que lhe cabe como ser humano em constante desenvolvimento e crescimento.

O equilíbrio entre razão e emoção nos traz uma sintonia mente e coração muito favorável à saúde e às relações em geral.
Uma pessoa com razão excessiva costuma expressar e vivenciar pouco suas emoções, absorvendo carga emotiva ( o que pode somatizar e ocasionar em patologias emocionais e físicas). Uma pessoa com emoção excessiva costuma ser mais sensível, ter sentimentos explícitos com mais facilidade, agir por impulso e, com isso, gerar situações sociais desconfortáveis.

Equilíbrio significa estabilidade, sem oscilações, harmonia! E você só se sentirá harmonioso (harmonia interna) se ao invés de barrar suas emoções começar a percebê-las, vivê-las, entender que são suas, naturais, que estão aí prontas para vir à tona, e, depois disso, ligá-las a seus pensamentos acessados no arquivo de suas vivências e histórias de vida, que te farão raciocinar sobre como irá reagir em sentimentos expressos ao ambiente.

 

 

Não escolhemos nossas emoções, mas podemos usar de controle racional para as regular e expressar sentimentos mais saudáveis à nós e aos outros.
Sentimentos alteram pensamento, por isso eles é quem devem ser motivo de nossa atenção.
Distúrbios psicológicos são resultado de uma resposta emocional (sentimento) que a pessoa não conseguiu controlar.

Portanto, permita-se sentir suas emoções; não as reprima porque parecem “ruins”. Lembre-se elas são apenas instintivas e servem como mecanismo de defesa psíquico e também físico. Se está com raiva de algo ou alguém, sinta essa raiva, chore, julgue,  xingue, acalme-se, e depois responda com um sentimento pensado não com a emoção, mas com a razão de quem experimenta emoções, mas expressa atitudes coerentes e saudáveis a si mesmo e àqueles a seu redor.

 

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Dayane Castello

Dayane Castello

Natural de São Caetano do Sul/SP/Brasil, mãe, amante da expressão das subjetividades humanas e das escritas que expressam a grandeza das emoções. Master Coach pelo Instituto Edson Burger, Psicóloga com vivência em atendimento clínico, organizacional, sócio-comunitário e extensão em Terapia Cognitivo Comportamental. Palestrante, movida pela missão de motivar pessoas à mudança. Acredita que há algo maior que movimenta a vida; algo dentro de nós que basta apenas se permitir encontrar e explorar. Entende que viver é observar, conhecer, experimentar, tentar, fazer, acontecer e refazer quanto necessário, buscando sempre melhorar o seu eu e o mundo a sua volta.

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Dayane Castello
Natural de São Caetano do Sul/SP/Brasil, mãe, amante da expressão das subjetividades humanas e das escritas que expressam a grandeza das emoções. Master Coach pelo Instituto Edson Burger, Psicóloga com vivência em atendimento clínico, organizacional, sócio-comunitário e extensão em Terapia Cognitivo Comportamental. Palestrante, movida pela missão de motivar pessoas à mudança. Acredita que há algo maior que movimenta a vida; algo dentro de nós que basta apenas se permitir encontrar e explorar. Entende que viver é observar, conhecer, experimentar, tentar, fazer, acontecer e refazer quanto necessário, buscando sempre melhorar o seu eu e o mundo a sua volta.