REPROGRAMANDO HÁBITOS

Para  eu saber se eu tenho um hábito negativo, se eu preciso reprogramar ou substituir esse hábito, primeiro eu preciso entender o que são hábitos.

Hábitos são comportamentos há bastante tempo instalados e que são repetidos sistematicamente, ou seja, são comportamentos automáticos, como acordar cedo, tomar banho, escovar os dentes, usar o cinto de segurança. São comportamentos  que fazemos sem pensar.

E como adquirimos esses hábitos?

Quanto mais rotineiro um comportamento menos ficamos conscientes dele. Por isso nós nos perguntamos: será que desliguei o fogo antes de sair de casa, será que tranquei a porta? Essa perda de vigilância pode não só interferir no funcionamento diário como permitir a criação de hábitos indesejados. Os hábitos se destacam como ações bem definidas mas neurologicamente se classificam ao longo de um comportamento continuo. De um lado está aquilo que nós podemos executar automáticamente como escovar os dentes, isso liberando espaço no nosso cérebro para outras atividades, e de outro lado estão os comportamentos que exige mais tempo e mais energia, como por exemplo preparar este artigo.

Os hábitos são  importantes para economizar energia, eles nascem de crenças de como acreditamos que as coisas acontecem e de como devemos viver. Alguns são herdados socialmente, ou surgem naturalmente. Ao explorarmos ambientes físicos e sociais  entramos  em contato com nossos sentimentos e quando experimentamos comportamentos em contextos expecificos, descobrimos quais destes comportamentos são satisfatórios e depois nos comprometemos com eles formando as rotinas. Por exemplo uma pessoa que começa a roer unhas em um momento de ansiedade e se isso lhe trouxer algum alivio é bem provável que incorpore esse comportamento.  Uma vez acostumado o nosso organismo começa a gastar menos energia para executar a ação repetitiva e guarda para outras situações. Não precisamos usar o cérebro para aquilo que repetimos regularmente. Como a velha expressão diz: é a força do hábito.

E mudar um hábito é possível?

 

Segundo o Autor do livro O Poder do Habito – Charles Duhigg – Apesar do nosso cérebro gravar toda  informação e funcionar de forma automática, podemos sim modificar a forma como ele trabalha, e uma maneira de fazer isso é trazer os hábitos para a mente consciente e refletir sobre eles. Pensar sobre a sua importância, sobre a sua necessidade, sobre o efeito que ele causa na sua produtividade. Mas apenas tentar eliminar um hábito as vezes não funciona. Como o processo é inconsciente  precisamos de alguma forma preencher o vazio que fica. Então é mais produtivo e mais fácil substituir o hábito negativo por um positivo. Livrar-se de um hábito ruim exige o reconhecimento que ele não é bom nem para mim, nem para as pessoas que convivem comigo. Um hábito é prejudicial quando ele afeta negativamente a nossa qualidade de vida, quando interfere em aspectos pessoais, sociais e profissionais. A dificuldade  em se livrar de um hábito está no fato de ser uma ação que envolve o inconsciente e que essa é uma área que não  conseguimos alcançar facilmente. A nossa vontade de mudar, se mostra muito fraca em comparação ao comportamento automático. Entre um hábito bom e um hábito ruim, o nosso cérebro vai escolher aquele que melhor está desenvolvido. Isso explica porque é tão difícil fazer dieta. Você tenta criar hábitos de uma alimentação saudável, mas cada vez que você enxerga uma pizza por exemplo, você reativa o hábito antigo, que está lá quietinho esperando a oportunidade de voltar a atuar.

O primeiro passo para se livrar de um hábito é:

– reconhecer e identificar que ele não é bom nem para você nem para as pessoas que convivem com você.

– criar um novo hábito para substituir o antigo

– estabelecer metas, criar estratégias e colocar em prática o plano de ação.

Assim, uma vez que o que hábito negativo foi identificado, que se criou comprometimento de se livrar dele, e você sabe qual é o novo hábito que substituirá o antigo é só colocar o plano de ação em prática. É bom sempre ficar alerta porque mesmo após o novo hábito ter sido estabelecido o antigo continua esperando a hora de ser reativado. O desafio é ficar vigilante, ter autocontrole, e até vale criar obstáculos para o hábito antigo.

Quando realizamos essa troca de hábito reprogramamos o nosso cérebro, e ao substituir um hábito antigo por um novo, criamos novas conexões neurais e essas conectividades podem durar dias, meses e até anos para que um novo hábito se torne automático. Isso vai depender do tipo de ação, de quem executa, e  a forma como você vai conduzir essa mudança. Por isso para substituir um hábito é preciso tempo e principalmente disposição e persistência. E muitas vezes é necessário a ajuda de um profissional que vai te orientar a conquistar os seus objetivos.

Você pode se surpreender com o que você vai descobrir de você mesmo quando vocè aprender a identificar os maus hábitos. Descobrir como você gasta seu tempo, vai ajuda-lo a identificar seus pontos fracos e perceber quais de seus hábitos são bons e quais não são. Alguns hábitos são mais difíceis de mudar, mas com força de vontade e determinação você consegue. Na verdade todos nós estamos equipados com a capacidade de mudança e nosso cérebro é capaz de processar e categorizar milhões de dados, é capaz de refletir, aprender, atualizar-se acima de tudo e  ter consciência do que é. A forma como nos programamos, reescrevemos nossos dados, apagamos outros, atualizamos informações, como redesenhamos formas antigas de lidar com as situações, como nos projetamos no futuro, como simulamos ações e atitudes, nos permite perceber que essa capacidade extraordinária vive em nós, e ela nos acompanha para todo lado. Nós precisamos fazer um tremendo exercício de desapego de nós mesmos, daquilo que nos constitui enquanto indivíduo, para que possamos olhar para nossas partes constituintes, tomar consciência delas, e utilizá-las como ferramentas úteis. Essa tecnologia de ponta, necessita apenas da nossa consciência e conhecimento de como utilizá-las e de uma voz de comando.  Apenas podemos melhorar nossas rotinas negativas por rotinas positivas quando reconhecemos nossos padrões de comportamentos.

Como diz Aristóteles: nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, não é uma atitude, mas sim um hábito.

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Sonia Vendrame

Sonia Vendrame

Psicóloga Cognitivo Comportamental, Practitioner em PNL, Hipnologa, Life Coach, amante da Meditação e Mindfulness. Minha missão é levar as pessoas ao auto conhecimento, ajudá-las a aumentar a autoestima, e a descobrir o que é verdadeiramente importante e significativo em suas vidas, ou seja perceber a sua identidade, seus valdores pessoais e então usar esse conhecimento para orientar, inspirar e motivar a mudar a vida para melhor.
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Psicóloga Cognitivo Comportamental, Practitioner em PNL, Hipnologa, Life Coach, amante da Meditação e Mindfulness. Minha missão é levar as pessoas ao auto conhecimento, ajudá-las a aumentar a autoestima, e a descobrir o que é verdadeiramente importante e significativo em suas vidas, ou seja perceber a sua identidade, seus valdores pessoais e então usar esse conhecimento para orientar, inspirar e motivar a mudar a vida para melhor.