Preciso emagrecer! E agora? Faço dietas da moda, gastroplatia ou reeducação alimentar?

Hábitos alimentares ruins, falta de atividades físicas e o estresse são apenas alguns dos fatores que tem desencadeado em uma população mais obesa. Emagrecer é a realidade de uma grande parcela da população brasileira.

 

Com uma rotina super corrida, ocorre o descuido da alimentação, buscando sempre o que é mais rápido e fácil. Com o tempo isso desencadeia em aumento de peso e problemas de saúde, já que não são sinônimos de qualidade de vida.

Quando percebemos estamos acima do peso, muito acima do peso ideal. É nessa hora que bate o desespero! E agora, o que fazer para emagrecer? As roupas já não servem mais, se compra cada vez números maiores! Os exames estão alterados! A família e o médico cobram alguma atitude.

Mas que atitude tomar?

Primeiramente é preciso criar coragem! Isso mesmo! Coragem para dar o primeiro passo, para admitir que só você poderá fazer algo por si mesmo. É algo fácil? Não, não é! Mas é verdadeiro. Somente você poderá mudar esta situação! Pelos outros? Não!!! Por você mesmo! Pela sua saúde! Para que você possa desfrutar da vida junto às pessoas que você ama por muito tempo!

Por onde começar então?

Depois de ter criado coragem tudo fica mais fácil! Realize pesquisas na internet, consulte nutricionista, converse com amigos e então se depara com a dúvida: fazer uma reeducação alimentar que algumas vezes demora a aparecer o resultado tão esperado ou optar por uma dieta da moda (jejum intermitente, low carb, etc), ou ainda, a milagrosa cirurgia bariátrica ou gastroplastia?

Analisando cada uma delas:

 

  • Dietas da moda: oferecem um resultado rápido e satisfatório ao longo dos primeiros meses, mas ao voltar a comer normalmente a pessoa tende a recuperar rapidamente o peso perdido. Funciona bem desde que acompanhado por nutricionista que poderá orientar qual o momento de parar e introduzir a alimentação normal de forma que não haja ganho de peso, o que envolve uma reeducação alimentar.

 

  • Cirurgia bariátrica ou gastroplastia: oferece resultado satisfatório a longo prazo, mas precisa ser bem orientado por nutricionista para que haja uma reeducação alimentar e a pessoa nunca mais volte a engordar. Segundo dados do Ministério da Saúde, metade das pessoas que realizam essa cirurgia voltam a engordar por não aprenderem a se alimentar adequadamente e acharem que nunca mais será gordo. É uma opção que oferece muitos riscos no pós-operatório, envolve cuidados com a absorção de ferro, vitamina D, etc. Além disso tudo você terá que aprender a comer devagar, mastigar muito bem os alimentos, descobrirá que alguns alimentos não farão bem e passará a evita-los mesmo sendo algo que gostava no passado, terá que aprender a lidar com o dump (quando é ingerido excesso de açúcar) e os vômitos (quando se come algo além da quantidade que cabe no estômago ou algo que não faz digestão por mastigação inadequada e outros fatores externos).

 

  • Reeducação alimentar! É fácil realizar? Não!!! Como nas alternativas anteriores requer muita força de vontade, disciplina, envolve cuidados e se associado à uma rotina de exercícios, será sucesso na certa!

É necessário dar início tendo em mente que é um processo lento e duradouro, que trará resultados satisfatórios e permanentes, desde que seja sempre.

Como vimos anteriormente nas outras duas opções, em algum momento a reeducação alimentar deverá fazer parte do processo de emagrecimento, não tem como fugir, tanto nas dietas da moda, quanto na bariátrica, elas só renderão bons resultados se associadas a um bom acompanhamento nutricional, no caso da cirurgia, até mesmo acompanhamento psicológico.

Todas tem suas vantagens, cabe a cada pessoa analisar o seu caso e com ajuda profissional de um endocrinologista, nutricionista, psicólogo, buscar qual a melhor alternativa, conhecendo todos os riscos e resultados.

Na reeducação alimentar será necessário aprender a forma correta de se alimentar, saber fazer as melhores escolhas de alimentos, ter uma rotina de alimentação, procurar variar o cardápio para não enjoar, realizar a mastigação com calma para dar tempo ao cérebro de perceber quando se está satisfeito, descansar os talheres no prato entre uma garfada e outra, ingerir bastante água, alimentar-se a cada 3 horas, evitar alimentos gordurosos, doces e refrigerantes.

Nesse processo se aprende a fazer melhores escolhas e ainda achar uma brecha para comer algum alimento tido como “proibido”, para matar a vontade, mas sempre dentro de um planejamento para não se boicotar.

 

A atividade física, independentemente da opção escolhida, é necessária e auxilia muito na perda de peso durante todo o processo, além de ajudar a criar massa muscular magra, libera endorfina e a adrenalina do organismo, equilibrando-as.

 

Hoje existe um novo tipo de profissional para auxiliar as pessoas nessa luta contra a balança – o coach – que irá ajudar a manter o foco e a traçar estratégias que o leve a atingí-lo.

 

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Juliana Negro Cardamoni

Juliana Negro Cardamoni

Pedagoga, Coach do Instituto Edson Burger com Especialização em Emagrecimento e PNL (Programação Neuro Linguística).
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Pedagoga, Coach do Instituto Edson Burger com Especialização em Emagrecimento e PNL (Programação Neuro Linguística).