A SAÚDE COMEÇA PELA BOCA

O organismo humano funciona como uma orquestra: cada órgão cumpre o papel de um instrumento. E, quando um desafina, o corpo todo pode ser afetado. Manter dentes, gengiva, língua, céu da boca e lábios saudáveis é muito importante não só para aparência, mas também para a saúde de um modo geral. A boca pode se tornar uma porta de entrada de diversas doenças caso não sejam tomados os cuidados necessários. Quando a saúde bucal não está em harmonia, as bactérias e os fungos naturais dessa região podem se proliferar e atingir outros órgãos. Onde pode surgir o mau hálito.

Mau hálito: ninguém quer passar por esse problema. Muito desagradável tanto para quem tem quanto para quem convive, ele pode inclusive provocar situações bem constrangedoras! Na hora de um encontro, ao falar bem perto de alguém, quando um amigo oferece um chicletinho e você logo pensa que é uma indireta.

Várias e diversas são as causas do mau hálito como baixa salivação, dieta mal feita onde deixamos de comer por várias horas, as cáries, problemas nas gengivas, problemas estomacais (eructação gástrica, ou arroto, e refluxo gastroesofágico), infecções de garganta, respiração pela boca, consumo excessivo de álcool e cigarro. “E apesar de ser mais comum em adultos, existe sim a possibilidade dos bebês e as crianças também apresentarem halitose infantil”.

Não devemos pensar que com um chiclete ou simples bochecho iremos resolver o incômodo, em muitos casos será preciso tratar de forma correta com acompanhamento odontológico ou médico, para que esse “pequeno” incômodo não venha a interferir nas  relações interpessoais.

De acordo com o Dr Ronaldo Prata L Barbosa, a literatura registra que de 90% a 95% das halitoses – mau hálito, são causadas no ambiente bucal, principalmente na língua, e cerca de 5% a 10% têm causas sistêmicas. A nossa língua possui diversas papilas gustativas entre as quais se formam criptas, ou seja, saquinhos que retêm resíduos de alimentos, células epiteliais descamadas e placas bacterianas que começam a fermentar e a liberar odor de enxofre. Essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito. Na sua  opnião  ele acha que  o mau hálito  interfere não só no relacionamento social ou amoroso. O paciente com halitose grave tem vergonha de se expor, de conversar e de conviver socialmente. À vezes, não consegue progredir no campo profissional, porque tem vergonha de estabelecer um diálogo aberto e fala com a mão na boca. Portanto, o problema social causado pela halitose é muito sério e preocupa grande parte da população. Existem estudos que mostram que 14% das pessoas são portadoras de halitose aos 14 anos. Entre os 40 e 65 anos de idade, esse número chega a 47% e acima dos 65 anos, 67% sofrem de halitose crônica. No entanto, 100% dos indivíduos manifestam uma forma esporádica do problema em alguma fase da vida.

O mais importante para se acabar com o problema  é levantar o diagnóstico correto, procurar descobrir se a halitose é sistêmica ou local (na boca) antes de estabelecer qualquer plano de tratamento. Sendo sistêmica, encaminha-se o paciente para um profissional especialista na área.  Se for bucal, devem ser localizadas todas as possíveis causas da halitose: gengivites, periodontites, placas bacterianas, cáries dentárias e a língua.

 

Dicas para evitar o mau hálito.

 

Somente a escova não é suficiente para a remoção dos restos epiteliais e de bactérias no dorso da língua, por isso podemos contar com os  raspadores linguais capazes de remover os resíduos. No começo até pode causar incomodo ou náusea, se a pessoa não consegue, uma dica é usar a própria escova de dentes na posição horizontal fazendo movimentos de trás para frente com as cerdas ou com o próprio limpador existente na parte traseira de algumas escovas.

“Quando se bebe pouca água, produz-se pouca saliva e,  consequentemente prejudicamos uma das funções da saliva que é a limpeza bucal”. Todo esse processo resulta naquele mau odor que ninguém quer ter na boca. Para evitar isso a dica é muito simples: BEBA ÁGUA.  Aproximadamente dois litros por dia no mínimo –  de acordo com o peso, pode fazer toda a diferença para o seu corpo  e todo seu universo bucal.

Diminuir o estresse –  que também contribui com o mau hálito, pois  “ele faz com que aumente a liberação de alguns hormônios (cortisol e de adrenalina ) que interferem no funcionamento normal do corpo como um todo e na boca eles inibem o funcionamento normal das glândulas salivares diminuindo a produção de saliva”.

Escovar os dentes após a refeição e passar o fio dental são hábitos básicos para  que isso seja mantido. Bem como usar um enxaguante bucal.

 

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KATIA AZAMBUJA

KATIA AZAMBUJA

Profissional de Educação Física pela Instituição de Ensino Unibube, Coach de Emagrecimento com PNL – Programação Neurolinguística, aplicada ao Coaching, pelo Instituto Edson Burger.
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